ALINE XAVIER MINEIRO (1984, Belo Horizonte)


 

Vive e trabalha entre Belo Horizonte e África do Sul. Os trabalhos de Aline partem do tangível para evocar o onírico ou o insólito. Em sua prática, a artista responde às questões sociais e políticas dos tempos atuais. Projetos recentes incluem o trabalho com comunidades locais para preservar os sistemas de conhecimento em perigo de extinção e documentar a cultura material popular, provocando a interseção entre arte e memória. Em fluxo, imerso em expedições e pesquisas de campo conduzidas pela prática, a artista resiste à categorização esquemática e à permanência das fronteiras. As obras de arte resultantes são feitas em diferentes territórios e mídias, articulando múltiplas referências e elementos culturais.

É artista premiada do Prêmio FOCO Art Rio - Feira Internacional de Arte do Rio de Janeiro (2018), da 19a edição do Festival de Arte Contemporânea SESC Videobrasil (2015), recebeu o prêmio de Melhor Filme no Les Instants Video Marseille (2015), o prêmio especial do júri por Inovação de Linguagem no 14o Vitória Cine Vídeo (2008) e o prêmio especial do júri no 8o Festival de Cinema de Goiânia (2008).

Possui obras no acervo do Museu de arte do Rio (MAR) e no Acervo Videobrasil. Participou de exposições coletivas como Somos Muitxs (Solar dos Abacaxis, 2018), Bienal de Arte Digital (Oi Futuro Flamengo e Museu de Arte da Pampulha, 2018), Tell Freedom (Kunsthal KAde, 2018), Museu de Congonhas (2016). Participou do Laboratório em Performance Duracional (Sesc24 e Central Saint Martins, São Paulo 2018), foi artista residente da Thami Mniele Foundation (Amsterdam, 2017), da Kooshk Residency (Teerã, 2016) e do Motomix (São Paulo, 2006). Integrou o coletivo Marginalia e coordenou o laboratório de arte e tecnologia Marginalia+Lab (2009-12). É fundadora da 88 Art Cinema (2006-atual), especialista em Crítica de Arte Contemporânea (IEC-PUC e INHOTIM 2010) e bacharel em Comunicação Social com formação complementar em Cinema (UFMG 2006).